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Menina de 11 anos m0rre em escola após seu colega de classe fazer r… Ler mais

Poucas dores se comparam à perda de um filho. Para os pais de Alícia Valentina, de apenas 11 anos, essa dor se transformou em revolta diante das circunstâncias que cercaram sua morte. A menina morreu no último domingo (7), após ser brutalmente agredida dentro da Escola Municipal Edwaldo Gomes, em Belém do São Francisco, no Sertão de Pernambuco.

No dia seguinte, familiares quebraram o silêncio e, em depoimentos emocionados, pediram justiça e explicações. O caso não apenas escancara a violência dentro das escolas, mas também evidencia a fragilidade das políticas públicas de proteção à infância.


“Ela era doce, nunca mexia com ninguém”: o grito de uma mãe em luto

Em entrevista à TV Globo, a mãe de Alícia relatou os últimos momentos vividos ao lado da filha e descreveu a devastação ao receber a notícia.

“Quando cheguei ao hospital e vi minha filha naquele estado, não acreditei no que estava acontecendo. Ela era uma menina doce, nunca mexia com ninguém”, desabafou, com a voz embargada.

O pai, igualmente abalado, reforçou que Alícia nunca foi de confusões.

“Minha filha não era de briga. Ela sempre foi tranquila. Queremos justiça e que os responsáveis sejam identificados e punidos”, afirmou.


A agressão no banheiro da escola e a suspeita de filmagem

Segundo informações da família, a agressão aconteceu no banheiro da unidade escolar. Testemunhas afirmam que três estudantes — dois meninos e uma menina — estariam envolvidos no episódio.

Circula ainda a suspeita de que houve uma gravação do momento da violência, o que aumentou a revolta dos familiares.

“Me disseram que houve um soco, mas eu não acredito que tenha sido só isso. Foi muito mais. Eu quero justiça pela minha filha”, desabafou a mãe, indignada com a brutalidade sofrida por Alícia.


Atendimento médico sob questionamento: o que deu errado?

Após a agressão, Alícia chegou a receber atendimento inicial e foi liberada. No entanto, seu estado de saúde se agravou rapidamente.

“Ela começou a vomitar sangue e logo precisou ser internada em estado grave. Depois disso, não resistiu”, contou a mãe, em prantos.

O relato levanta questionamentos não apenas sobre a violência sofrida, mas também sobre a qualidade e a eficácia do primeiro atendimento médico prestado à estudante. Teria havido falhas? Houve omissão de socorro? Essas são perguntas que agora fazem parte das investigações.


Mobilização da comunidade e silêncio da escola

A morte da menina mobilizou familiares, amigos e moradores da região. Nas redes sociais, mensagens de solidariedade e cobranças por justiça se multiplicaram.

A direção da Escola Municipal Edwaldo Gomes divulgou uma nota de pesar, lamentando a perda da estudante e afirmando colaborar com as investigações. No entanto, o comunicado não esclareceu se medidas disciplinares ou preventivas foram adotadas para evitar novos episódios de violência.


Polícia Civil investiga: quem são os responsáveis?

A Polícia Civil de Pernambuco instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias do caso. As investigações buscam entender como a agressão ocorreu, a participação de outros estudantes e se houve negligência no atendimento médico.

“Estamos conduzindo as diligências necessárias para chegar à verdade. O caso é tratado com prioridade absoluta”, informou a corporação em nota oficial.

O inquérito também analisará se a possível gravação mencionada por testemunhas realmente existe e de que forma pode ajudar a identificar responsabilidades.


Violência escolar: um alerta que não pode ser ignorado

O caso de Alícia Valentina reacende um alerta nacional sobre a violência dentro das escolas brasileiras. Especialistas em educação e segurança apontam que situações como essa não são isoladas, mas parte de um problema estrutural que envolve bullying, ausência de políticas de prevenção e falhas no acompanhamento psicológico de crianças e adolescentes.

Para os pais de Alícia, no entanto, o mais urgente é garantir que a memória da filha não se perca em meio às estatísticas.

“Não vamos descansar enquanto não tivermos justiça. Nossa filha tinha sonhos, tinha uma vida inteira pela frente, e tudo isso foi tirado dela de forma cruel”, disse o pai, resumindo a indignação de uma família que agora busca transformar a dor em luta.


Essa história, além de marcar a vida de uma família, expõe uma ferida aberta na sociedade brasileira: a insegurança que ronda o ambiente escolar. A morte de Alícia não pode ser esquecida — ela deve servir como um chamado para mudanças urgentes e eficazes na proteção das crianças.


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